Filosofia

Costumo comparar o papel do nutricionista ao de uma bengala. Aos meus pacientes habitualmente digo que, num processo de emagrecimento, sou uma bengala de apoio mas que preciso das suas pernas para as coisas andarem e correrem bem.

A mudança de hábitos alimentares ou a manutenção da saúde implicam cedências. Mas ceder em alguns pontos não significa ter de deixar de comer tudo aquilo de que gosta.

O que lhe proponho como nutricionista é que aprenda a comer e que encontre o seu ponto de equilíbrio.

É verdade que algumas dietas restritivas ou à base de comprimidos milagrosos resultam mas não mudam os seus hábitos alimentares a longo prazo.

Não vai de certeza passar o resto da vida a comer apenas sopa às segundas, fruta às terças e por aí adiante! Ninguém aguenta um regime restritivo para o resto da vida.

O segredo está na reeducação alimentar: aprender ou reaprender a comer de forma a alcançar o peso desejado e mantê-lo. Já para não falar do impacto que isso tem na sua saúde e no seu bem-estar físico e emocional!

É aqui que entra o papel do nutricionista.

O nutricionista não é alguém que vai pedir-lhe que deixe de comer. Vai, sim, sugerir-lhe que tem de continuar a comer. Vai dizer-lhe para não abolir todos os hidratos de carbono ou as proteínas da sua alimentação.

Vai explicar-lhe os porquês e ensinar-lhe como e quanto comer, tirando prazer da refeição. No fundo, vai ensinar-lhe hábitos de alimentação saudável que poderá levar consigo para o resto da vida. Vai deixar-se de dietas e regimes temporários e passar a ver a sua alimentação e o seu bem-estar como parte integrantes do seu dia-a-dia.

A minha filosofia é esta. Fazer de uma alimentação saudável um estilo de vida e partir dele para ser mais feliz.

É por isso que comparo o meu papel ao de uma bengala e é também por isso que trabalho com uma equipa multidisciplinar que olhará para si de uma forma holística, combinando corpo e mente, e será um apoio em toda a sua caminhada.

Investir em nós é investir em si!

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